Só para dizer que o texto em baixo foi pensado durante uma sessão em que o autor estava sentado num certo banco sem fundo da casa de banho. A raiva deve-se então ao facto de ter estado a puxar nesse momento. As mais sinceras desculpas para quem gostou ou ficou indiferente e a promessa de fazer ainda pior para quem não gostou ou se sentiu ofendido.quinta-feira, 18 de setembro de 2008
Que é agora? (desdobrado)
Só para dizer que o texto em baixo foi pensado durante uma sessão em que o autor estava sentado num certo banco sem fundo da casa de banho. A raiva deve-se então ao facto de ter estado a puxar nesse momento. As mais sinceras desculpas para quem gostou ou ficou indiferente e a promessa de fazer ainda pior para quem não gostou ou se sentiu ofendido.Que é agora?
Eu venho de ParanhosMinha mãe não gosta de leite
Meteu-mo pelo nariz abaixo
Esbranquiçou-me os ranhos
Um gajo passa uma vida inteira a trabalhar como pode para ver se evolui. Andamos a vida em estágios de bandas, "cadelas" e "laikas" e projectos de uma vida para chegar um destes com o queixo todo empinado a falar connosco com tom de troça como se só ele dominasse a situação? E o gajo só anda há meia dúzia de anos nesta m%&#"!
Todos damos mérito a quem o merece. Quem é excepcional é-o e acabou. Merece o mérito pelo trabalho e/ou pelo seu talento. Mas quem toca 100 e se convence a si e aos outros que toca 1000... E olha para tudo e todos como se tivesse que baixar a cabeça para tal. Como se estivesse lá no topo de tudo. E todos acenam que sim para ele e baixam o bico. Mas que é isto? Retórica elementar. É a cambada de gargantas fundas e finas e de "cala e ouve"'s que temos neste país que, uns têm ideias retrógadas, os outros dizem ámen. Mas isto fica para outra história.
Voltando ao assunto. É uma ilusão. Vive numa ilusão própria, colocando-se no topo do mundo, ainda que possa não o querer - é quase patológico - e os outros apoiam essa ilusão, criando um ídolo que se diverte no seu próprio ridículo. Vai a dar conta e os que só falam, como eu, estão no mesmo sítio, os dos amens estão a andar para trás, os humildes estão a dar o exemplo, e o ídolo... Está no ponto de partida.
E os dias passam assim neste marasmo de córgea e as garrafas aparecem vazias. Um gajo dá-lhe a sede e vai a ver só tem ar. Mas que é isto? Olha. Lambe o gargalo.
Por dia bebe mais que um garrafão
Seja tinto, maduro ou verdinho
Ela bebe até caír ao chão
sábado, 26 de julho de 2008
Globalização
Pois bem, este texto é dedicado a todos esses "pupilozinhos deambuladores" que acham este blog uma seca. E aos outros também, pois o dogma é que este blog é mesmo uma seca. Não tem reflexões filosóficas acerca de desgostos de amor, sonhos de vida nem nada disso. Simplesmente vive para falar mal. Parece o Bloco de Esquerda quase.Avante (hoje é só para o comunismo, tou a ver). Esta história passa-se numa das cidades mais desenvolvidas do nosso rectângulo com uns ilhéus "cagados" (com todo o respeito para açoreanos e madeirenses; é só uma metáfora com recurso imagético). Falo da cidade de Valongo. Ora, nunca lá tinha ido. A sério; passava pela auto-estrada A4 e via muitos prédios e um campito de futebol e o meu pai dizia-me "Filho, aquilo é Valongo". Mas nunca lá tinha metido os pés. Ora, da primeira vez que me lembrei de o fazer, tive necessidade de me dirigir a uma farmácia, por motivos mais de prevenção. O carro ficou estacionado em frente a um centro comercial que dava pelo nome de "Vivaldi", certamente em homenagem a este grande compositor barroco; ou se calhar porque na altura estava na moda. Julguei logo que me encontrasse no centro da localidade, visto ali logo perto ter a Câmara Municipal, e uma longa avenida. Fiz-me então de seguida à cruzada. Fui procurar uma farmácia.
Andei, andei, em várias direcções, para cima e para baixo e... eis que... nada. Não encontrei uma única farmácia. Nos vários quarteirões que percorri a pé. "Népia"!
Desci em direcção a uma rotunda. Andei por uma rua aí transversal. Nada. Voltei a subir. Voltei a meter por outra rua transversal mais acima. Zero. Subi ainda mais. Procurei pela avenida nas duas direcções. À beira da Câmara. Rien. Foi o cenário devastador para o momento. Em longos e muitos quarteirões, da câmara, quase à portagem, o que para uma espécia rara como eu já é muito, não se via nenhuma farmácia. Em pleno século XXI, não se encontrava uma farmácia nas redondezas, estabelecimento essencial para o quotidiano e saúde de qualquer bom português. E, olhando em redor, nem sinal. Havia o verde "BES", que à primeira e fugaz vista ainda dava para confundir. Havia muitas cruzes de clínicas privadas; sim, porque aqui em Portugal serviço de saúde privado e a preços astronómicos há aos montes. Até uma clínica veterinária havia. Mas, mais uma vez, farmácias... nada.
E eu só queria um produto de fins preventivos. Agora imaginem que era a minha avó cheia de dores em casa, com necesidade quase mortal de um medicamento. Só para eu, que não tenho carta, chegar à farmácia mais próxima, o que ainda está por descobrir... bem ficava a minha avó a tinir em casa de dores. E Valongo é desenvolvida, como todos sabemos. Se Ermesinde também é desenvolvida e tem mais farmácias em toda a parte, porque não pode ser um concelho também?
Restou-me depois deste episódio seguir viagem. E, finalmente, pelo menos a Maia não me deixou ficar mal.
Conclusão: dois pontos para a Maia que tinha a solução. Zero pontos para Ermesinde porque pessoalmente não gosto desta também. Menos um ponto para Valongo por esta história toda. Menos um ponto para mim que não me lembrei de perguntar indicações a alguém.
sexta-feira, 25 de julho de 2008
Pela Ordem e Pela Pátria (O Vizinho) - parte I
Pois é… Todos nós já nos devemos ter deparado umas pequenas quezílias com os nossos vizinhos (pra quem não sabe, vizinhos são aquela pessoas que moram numa casa adjacente ao nosso bem amado lar, quer seja por cima, por baixo, ou dos lados). Pois bem, um dos nossos afiliados deste blog de mer… perdão… de muito fraca qualidade tem tido uns problemas com o vizinho que mora numa habitação imediatamente a seguir (ou antes, depende do ponto de vista). Vizinho esse que manteremos o anonimato da sua identidade, mas… para nos referirmos a ele iremos usar o nome: Agente Tirólinhas…
“Era uma vez, numa pacata cidade nortenha… um jovem estudante da sublime e bela arte da música, que, verdade seja dita, queria chegar um pouco mais longe na vida…. Vá lá… queria ser músico… E, que como poucos sabem e muitos olvidam, para se singrar na música é preciso estudar várias horas… não por mês… não por semana, mas por dia… SIM por dia… Enfim….
Um belo dia… o sol punha-se… os pássaros chilreavam… e este jovem rapaz estudava avidamente a cadencia do ” Solo de Concours” dum compositor francês chamado Messager (quem adivinhar o instrumento ganha 2 gomas e um ovo cozido) quando súbita e repentinamente, a campainha da casa deste jovem músico é tocada freneticamente…
TRRIMMMMMMMMM, TRRIMMMMMMMMMMMMMM
“Quem será?!” – pergunta a si mesmo o jovem músico… e eis, que não era mais nem menos do que o afamado Agente Tirólinhas…
De seguida apresentaremos aqui o diálogo entre o jovem aspirante a músico e o grande… perdão… O ENORME Agente Tirólinhas…
Jovem Músico- Boa Tarde
Agente Tirolinhas – Boa Tarde, olhe eu hoje cheguei muito cansado do emprego e precisava de descansar, eu precisava que parasse de tocar na sua flauta..
JM- Meu amigo isto não é nenhuma flauta, e eu preciso mesmo muito de estudar mas se for só por hoje…
AT- Seja que instrumento for, eu ouço-o como se estivesse à minha beira, assim nem valia a pena ter paredes…
JM- (visivelmente irritado) pronto ok… por hoje ficamos assim…
... e assim começou a grande saga Jovem Músico vs Agente Tirólinhas- numa e edição seguinte a Tertúlia da Má Língua compromete-se a editar a conclusão desta brilhante odisseia
Os 10 primeiros coments recebem um foto autografada do Agente Tirólinhas com o seu genial cão ao colo. Óscar “o que não pára de ladrar, quando ouve o jovem músico a estudar”
sexta-feira, 27 de junho de 2008
Eles agora até vão ao TAS
Esses mouros infiéis
querem ganhar de forma baixa
Tiram escritoras dos bordéis
Mas não nos tiram a faixa!
Esses otários lampiões
Na secretaria querem ganhar
Saíram-me uns belos morcões
todos a choramingar.
Na ribeira o fogo vemos
Há folia até ser dia
Orgulhosos de onde nascemos
Não queremos cá mouraria!
Uma martelada na focinheira
Os lampiões deviam levar
A começar pelo Vieira
Que só na UEFA vai jogar!
Vai haver animação
Noite fora pelo arraial
Parece o covil do Dragão
Com o campeão de Portugal!
Então adeus caros Dragões
Um grande abraço para vocês
Vemo-nos na liga dos campeões
Que eles só a vêem nas TV´s!
e como diz o outro, isto é que vai aqui uma grande choradeira
chora o chalana
chora o rui costa
e chora o cabeça de porco com orelhas de burro do vieira
(de alguém com o verdadeiro espírito de má língua)
quinta-feira, 26 de junho de 2008
Diferentes tipos de músicos filarmónicos
Ora vamos lá falar de um universo pouco conhecido para alguns. Por vezes, somos confrontados com leigos a dizer "Olha ali a Fanfarra!". NÃO SEUS ENERGÚMENOS. A Fanfarra tem aqueles tipos a tocar percussão e metais sem pistões sem ritmo e as miúdas com o pernil todo à mostra a abanarem aqueles sticks. A outra coisa, com mais variedade de instrumentos é uma Banda Filarmónica. Sim isso. É difícil de pronunciar não é? Pois eu sei. Fila quê? Filó? Filomena?Não, não é a Filomena.
Adiante. Nestas Instituições (NÃO SÃO FANFARRAS), quem lá toca, são os músicos - obviamente. Podemos distinguir variados tipos de músicos filarmónicos.
Em primeiro lugar, destaquemos aqueles que, não se nota, mas são dos mais importantes. Falo dos músicos de nível amador, que dedicam a sua vida a uma Banda, onde aprendem as notitas, escalas, intensidades e essas coisas todas que dão para fazer barulho. São pessoas humildes e sem planos ambiciosos (ou gananciosos) relativamente à música. Simplesmente gostam de uma Instituição, que representam e dão tudo por ela. Tornam-se, um dia mais tarde, em símbolos da Banda, aqueles velhos com lições a dar aos mais novos, tal como o amor a essa Banda e o respeito.
Em oposto a isto, aparece o músico profissional. Em grande
maioria, o músico profissional é um dilema. Trata-se de um personagem que fuma como uma autêntica chaminé... e é musico de sopro inclusivé. Entre eles o ambiente é o máximo. Falam de tudo e mais alguma coisa com um à-vontade aliciante, gargalhadas atrás de gargalhadas. Fora isso, não passam cartolina aos que não são do seu nível e metem logo conversa aos que são de um nível, digamos que, superior. Riem-se de coisas que mais ninguém percebe e falam de assuntos e pessoas que mais ninguém conhece. Quem tenta entrar neste ambiente, ou tem sorte, ou deixa-se fazer figuras, ou sente-se desprezado por eles.Entre estes dois, mais perto do músico profissional, há o viajante. Uma personagem afável, que tanto pode ser de espírito festivo e alegre, como pode ser mais calmo e observador. Vai a todas as bandas e festas que precisem dele, tanto para ganhar uns trocos, como para ver festas e tocar. Ambienta-se com os elementos das diversas instituições, ganhando conhecimentos, tanto de pessoas e amigos, como de música.
O expoente disto tudo é o senhor música. Este é uma autêntica ave rara. Ele toca, fala, come, respira, sonha, excrementa música. Está sempre na sua cabeça. Deve ter sido feito ao som de uma 5ªa de Mahler ou de um 1812 mesmo nas alturas com canhões a sério. Ele é o tipo que se levanta para ir trabalhar na música, toma as suas refeições a trautear uma marchinha, adormece ao som de uma overture, e sonha com a overture da sua autoria. Vive uma vida de autêntica correria com tal entrega, e sofre de caricatas e preocupantes falhas de memória.
Fica assim uma observação, talvez subjectiva (MAS É O QUE HÁ...), de músicos que se podem encontrar numa Banda Filarmónica. Agora a verdade, é que ninguém é músico a sério. Música é perfeição, e a perfeição ninguém a atinge (SÓ EU HI HI HI HI), de modo que interpretar uma música nada mais é que a busca dessa perfeição. Assim sendo, músicos são exploradores de limites que ninguém conhece ainda.
Mais um texto. Yupiiiiiiiiii. Quem não gostar recebe um chupa-chupa.
Uau.......
Momento a ser guardado. Momento único na nossa história. Alguém veio cá visitar e comentar a nossa superior falta de jeito para isto. Quem foi, quem foi? A resposta é que não faço a mínima ideia, não vou lá, não conheço tal personagem. Dava pelo nick de "pupila deambuladora" e o que disse foi relativo à opinião acerca dos textos aqui publicados. E a sua opinião não podia ser melhor. Diz ela que "estes textos são uma seca". Nada nos podia deixar mais contentes a nós que, sinceramente, pensávamos que eram uma bosta, desculpando o termo. O comentário aparece no nosso último texto "Mais uma greve". Destacamo-lo por ser mesmo o primeiro comentário de sempre.Por favor, continuem a criticar e a achincalhar. A gente continuará a produzir mais material directo de mais, foleiro e pouco evasivo. Queremos sempre a vossa mão nas costas, mas com força para nos empurrar para baixo. Queremos que se riam da nossa cara por sermos mais uns crominhos que se lembraram que ter um blogue é "fixe". Queremos que cenham cá à espera de encontrar reflexões sobre sabe-se lá o quê e encontrem textos a criticar tudo o que está bem ou mal.
Continuem a visitar-nos, esse nem é o nosso apelo, mas a nossa súplica. É que, se não são vocês... A porta não está sempre aberta, mas arrombem-na que não faz mal.
